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Norma 5419, uma transcrição da IEC 62305 com adequações

A Norma 5419 publicada em 2015 passou por imensas mudanças. A atual revisão baseou-se na segunda versão da Norma IEC 62305 – Lightning Protection, agrupou assuntos de várias outras normas e organizou as regras para Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosférica (SPDA). Desta forma, a Norma foi dividida em quatro partes:

 1- Princípios gerais:

2- Gerenciamento de risco;

3- Danos físicos às estruturas e perigo a vida;

4- Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura.

SUBSISTEMAS CAPTORES E DE DESCIDAS

Na parte 3, a norma atual estabelece a medida de 35 mm² para os captores e 16 mm² para os condutores de descida, mas a IEC revisada estipulou a medida de 50 mm² para ambos os cabos. A nova norma 5419, estabeleceu a medida de 35 mm² para os dois casos.

CURVAS PARA NÍVEL DE PROTEÇÃO

No que diz respeito ao Método de Franklin, visando à definição do ângulo de proteção, a tabela que existe na versão atual do documento normativo será substituída por curvas para cada nível de proteção em função da altura da edificação.

REDUÇÃO DO ESPAÇAMENTO MÉDIO ENTRE AS DESCIDAS

Outra alteração importante que consta na Norma é a redução do espaçamento médio entre descidas, cujo valor foi diminuído para os níveis II, III e IV, aumentando nestes casos a quantidade de descidas. Em relação ao aterramento, a versão brasileira retirou o arranjo tipo A, ficando apenas com o arranjo tipo B (em anel).

VALOR DA RESISTÊNCIA DE ATERRAMENTO

Uma das mudanças importantes que há um tempo vem sendo questionado é o valor da resistência de aterramento, que na nova Norma não fará constar o valor de 10 ohms. Como já se vem trabalhando nesse sentido, um sistema de aterramento bem estudado, projetado e dimensionado é mais importante que o valor de aterramento.

PRINCIPAIS MUDANÇAS NA NORMA NBR 5419  

1- As edificações com altura superior a 10 metros deverão possuir no subsistema de captação um condutor periférico em forma de anel contornando toda a cobertura e afastado no máximo a 0,5m da borda.

2- Condutores em alumínio, mesmo com capa isolante, continuam sendo proibidos dentro de calhas de água pluvial. O cobre passa a ser permitido nestas condições.

3- Em paredes de material inflamável o afastamento dos condutores passa a ser de no mínimo 10cm. Nos demais tipos de parede, os condutores podem ser fixados diretamente sobre as mesmas ou embutidos dentro do reboco.

4- A norma agora expõe com mais detalhes a utilização de ferragens estruturais como parte do SPDA com destaque para os sistemas que utilizam barra adicional dedicada como forma de garantir a continuidade elétrica e a equalização de potenciais.

5- Passa a ser permitida a utilização das ferragens de estruturas de concreto protendido como parte integrante do SPDA. Os cabos de aço da estrutura protendida NÃO poderão ser utilizados como parte do SPDA.

6- A Norma agora determina as espessuras mínimas para que estruturas metálicas (por exemplo tanques) possam ser utilizadas no SPDA. São definidas espessuras para não haver pontos quentes (para tanques de inflamáveis e explosivos) e pontos de perfuração (para tanques de ácidos por exemplo).

 7- Todas as peças e acessórios de origem ferrosa usados no SPDA deverão ser galvanizadas a fogo ou banhadas com 254 micrômetros de cobre. Fica assim proibida a zincagem eletrolítica.

8- A ligação que era feita entre os anéis horizontais de cintamento e as caixas de equalização secundárias não deverá mais ser executada. Deverá ser instalada uma prumada vertical para interligar as caixas de equalização secundárias à caixa de equalização principal (LEP).

9- O valor da resistência de aterramento de 10 ohms continua sendo recomendado, porém em locais onde o solo apresente alta resistividade poderão ser aceitos valores maiores desde que sejam feitos arranjos que minimizem os potenciais de passo e que os procedimentos sejam tecnicamente justificados.

10- O parágrafo sobre o congelamento do solo foi retirado.

11- Nos SPDA estruturais que não utilizarem a barra adicional dedicada, deverão ser feitas medições de continuidade elétrica entre diversos pontos da estrutura, pois na maioria dos casos a execução não é acompanhada pelo responsável técnico do SPDA.

12- Em caso de não necessidade de SPDA deverá ser emitido um atestado através do anexo B da norma.

13- Para áreas classificadas o volume a ser protegido deverá ser considerado acima da área de evaporação dos gases (plano fictício).

14- Foi incluído um novo mapa de curvas isocerâunicas da região sudeste com dados mais recentes.

15- A norma traz no Anexo E as exigências para a medição de continuidade elétrica de ferragens.

16- Todas as tabelas passaram a ser inseridas dentro do texto da norma.

17- O módulo (mesh) da gaiola de Faraday foi aumentado para os níveis II, III e IV, de forma que o comprimento passa a ser o dobro da largura.

18- O texto na nova norma deixa explícito que caso o cálculo do número de descidas tenha como resultado um número menor que 2 deverá ser instalada, mesmo assim, pelo menos 2 descidas para qualquer tipo de edificação. Postes metálicos não necessitam de descidas podendo ter a sua estrutura aproveitada como descida natural.

19- Nos casos onde for impossível a execução do anel de aterramento inferior dentro de valetas deverá ser feito um anel de equalização a até 4 metros acima do nível do solo.

20- Caso sejam utilizados cabos como condutores de descida estes não poderão ter emendas (exceto a emenda no ponto de medição) nem mesmo com solda exotérmica. Para condutores de perfis metálicos as emendas continuam permitidas.

21- Foi retirada a exigência de se banhar com chumbo, as peças e acessórios usadas no topo de chaminés.

22- A norma reforça a exigência de se documentar toda a instalação através de projetos e relatórios técnicos e de se fazer as vistorias periodicamente.

23- As descidas do SPDA deverão distar das tubulações de gás no mínimo 2 metros. Caso esse distanciamento não seja possível as tubulações deverão ser equalizadas a cada 20 metros de altura, diretamente no SPDA ou indiretamente através de DPS (Dispositivo de Proteção de Surtos) dependendo do caso.

24- Em estruturas cobrindo grandes áreas com larguras superiores à 40 metros são necessários condutores de descida no interior do volume a proteger (requisito que será naturalmente atendido no caso de estruturas metálicas ou com armaduras de aço interligadas).

 

CRÉDITOS

Informação do COBEI Comitê de SPDA

 

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