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Incêndios em subestações, como se proteger

Os órgãos governamentais brasileiros têm se empenhado em criar leis e estabelecer requisitos para proteção contra incêndio.  A ABNT em sua Norma NBR 13231:2015 identifica e adequa práticas e tecnologias de segurança contra incêndio em subestações elétricas consolidada junto à normas de âmbito internacional. A Norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis para proteção contra incêndio em subestações elétricas de sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia tanto externa quanto interna, convencional ou compacta.

RISCOS DE INCÊNDIOS

Riscos de incêndio são condições que criam o potencial para um incêndio e possuem no mínimo os seguintes atributos: importância de um possível incêndio, consequência da perda em potencial e probabilidade de ocorrência em algum momento.

O processo de análise e identificação dos riscos de incêndio deve ser usado em subestações novas e/ou existentes para determinar o nível apropriado de proteção contra incêndio para mitigar as consequências do incêndio.

RISCOS DE INCÊNDIO ENCONTRADOS EM SUBESTAÇÕES

a) Óleo mineral: é o líquido isolante de uso predominante em transformadores e outros equipamentos elétricos, que constitui um dos principais riscos de incêndio em uma subestação;
b) Outras fontes de combustíveis que podem ser encontradas em subestações incluem compensadores síncronos refrigerados a hidrogênio, casa de baterias, áreas de escritório, armazenamento, lojas, edificações para grupos geradores, área de armazenamento de materiais, etc.

ADEQUAÇÃO DA SUBESTAÇÃO

Deve-se verificar a adequação da Norma NBR 13231:2015 juntamente com uma análise de risco de incêndio, devendo ser obrigatoriamente observados os aspectos técnicos legais exigidos pela NR 10, NR 23, pelo Código de Obras Municipais e pelo Corpo de Bombeiros.

CONDIÇÕES A SEREM OBSERVADAS

a) Capacidade de resposta à emergência de incêndio: os recursos de resposta ao incêndio e tempo de chegada tanto das brigadas internas quanto do Corpo de Bombeiros.

b) Disponibilidade de fornecimento de água para combate ao incêndio: no  caso de um incêndio nas edificações ou equipamentos isolados a óleo mineral da subestação, a água é o agente de combate ao incêndio mais comumente utilizado.

c) Vias e acessos para atendimento a emergências na subestação: as áreas ou locais definidos para passagem de pessoas, em casos de abandono de emergência e/ou para transporte de equipamento ou materiais para extinção de incêndios. 

REQUISITOS DE PROTEÇÃO PARA EDIFICAÇÕES

a) Cabos, eletrodutos e bandejas: os cabos de força e os cabos de controle devem estar fisicamente separados, com sua função identificada e ser do tipo auto extinguível, livres de halogênio, com baixa emissão de fumaça e gases tóxicos.

b) Aberturas para passagem de cabos: as aberturas para passagem de cabos em pisos, paredes e tetos de compartimentação devem ser seladas de forma a promover a vedação total corta-fogo, visando evitar a transferência de gases, calor e chamas de um ambiente para outro. O sistema empregado deve apresentar resistência ao fogo igual ou maior ao meio onde for instalado, porém nunca menor que 2 h, comprovado através de ensaios para caracterização de resistência ao fogo, segundo procedimentos da ABNT NBR 6479 ou ASTM E814.

Sistema Certificado que Atende a Norma – Empresa ROXTEC

Antes Depois – Roxtec
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c) Canaletas de cabo: as canaletas devem estar preferencialmente afastadas de equipamentos importantes imersos em líquido isolante, ser providas de meios de isolamento para evitar a penetração de líquidos ou detritos e possuir tampas e suporte de cabos em material incombustível. Canaletas distintas devem ser previstas para abrigar cabos e tubulações. As saídas dos cabos elétricos dos equipamentos imersos em líquido isolante devem ser por meio de eletrodutos e sua interligação com a canaleta provida de barreiras de proteção.

 

 

Antes Depois – Roxtec
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d) Galerias, salas e túneis de cabos: o pé-direito das galerias, salas e túneis deve ter no mínimo 2 m, considerado entre o piso e o teto.

e) Área de instalação de baterias: a área de instalação de baterias deve ser ventilada por um sistema de ventilação mecânica para prevenir o acúmulo de hidrogênio. O sistema de ventilação deve limitar o acúmulo de hidrogênio a menos de 1 % do volume total da área de bateria.

f) Escritório, almoxarifado e copa: as paredes limítrofes destes ambientes devem ser de alvenaria, sendo o mobiliário de fabricação em material incombustível.

 

REQUISITOS DE PROTEÇÃO PARA INSTALAÇÕES DE PÁTIO

a) Transformadores: devem ser instalados externamente sobre sistemas de contenção. 

b) Parede tipo corta-fogo: quando uma certa distância não puder ser atendida deve ser providenciado o uso de paredes tipo corta-fogo para impedir a propagação de incêndio de um equipamento a uma edificação ou a outro equipamento adjacente. A parede tipo corta-fogo deve ser resistente ao fogo por 2 h.

 

c) Sistemas de contenção de líquido isolante: para equipamentos imersos em líquido isolante, instalados externamente, devem ser providenciados para todos os equipamentos com volume de líquido isolante igual ou maior que 2500l para um único equipamento, ou quando o volume total de líquido isolante da subestação for maior que 5000l..

d) Extintores de incêndio sobre rodas: os extintores devem ser dimensionados conforme a ABNT NBR 12693. Os conjuntos de transformadores, de reatores de potência e reguladores de tensão, bem como unidades individuais destes equipamentos, devem ser protegidos com extintores de incêndio de pó com capacidade de 50 kg.

e) Extintores de incêndio portáteis: as edificações de uma subestação devem ser protegidas, de preferência, por extintores de incêndio portáteis de gás carbônico (CO2) e de pó, de acordo com as ABNT NBR 12693 e ABNT NBR 15808.

f) Comunicações para emergências: meios de comunicação para emergências devem ser previstos para garantir a comunicação do evento às entidades previstas no plano de emergência da subestação, como brigadas de emergência, Corpo de Bombeiros e/ou subestações mais próximas.

CONCLUSÃO

Os órgãos governamentais, através de suas normas regulamentadoras como a Norma NR 10, estabelecem à obrigatoriedade da existência de sistemas de proteção contra incêndio nas instalações. Outra Norma NR 23 determina que todos os empregadores devem adotar medidas de prevenção contra incêndio em conformidade com as normas vigentes. Desta forma, cumprir as exigências dos órgãos governamentais e entidades técnicas é uma obrigação e visa proteger pessoas e equipamentos contra danos irreparáveis.

CRÉDITOS

Eng. Wagner Franklin – FAW7 

NR 23 – Proteção contra Incêndios

NR 10 – Segurança em Instalações e serviços de Eletricidade

NBR 13231:2015 – Proteção de incêndios em subestações

IT do Corpo de Bombeiros SP

Rodrigo Cabral e Diogo Pereira – Departamento de Engenharia Roxtec

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